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Can-sa-da

O desemprego me ajudou dessa vez e, por isso, consegui ir ver mais filmes da Mostra. Mesmo assim, o número foi baixo: 6 filmes em quase duas semanas do evento. Considerando que minha média anterior era de 2, estou praticamente exultante. O que me impediu de ver mais foi a preguiça, compromissos familiares e… bom, a preguiça. =( Especialmente depois de domingo, em que eu passei metade do dia na Paulista devido a uma falha na minha programação. Cheguei 13h, fui embora às 22h30 e só vi dois filmes. O tempo que não passei em salas de cinema foi gasto rodando pelo Conjunto Nacional e pela Livraria Cultura de lá. Faltando uma hora pro filme das 20h30, de saco cheio, acabei comprando uma edição baratinha de Pride e Prejudice da Jane Austen (Penguin Popular Classics, quase R$ 9, ótimo custo/benefício!) e, desconfortavelmente sentada num daqueles bancos do CN, matei a primeira parte do livro. Fiquei tão cansada de fazer nada por horas a fio que encerrei por ali mesmo minhas visitas às salas participantes.

No entanto, é chegada a hora de deixar a preguiça e o cansaço de lado, já que começamos a entrar em clima de Natal. O primeiro Chocottone já está na cozinha e as mamans começam a discutir a ceia da família. Ok, é mentira, minha mãe nem pensa na ceia (o Chocottone, no entanto, é verdade!), mas eu comecei a pensar nos enfeites para a árvore e casa. Estou indo atrás de dicas bem legais que pretendo colocar aqui até o começo da semana que vem. Dessa vez, minha casa vai ficar quase um carro alegórico de Carnaval, eu pressinto.

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“Velharias” na Mostra

Pra não perder o costume, vou ver filmes velhos na Mostra Internacional de Cinema. Um já foi: Fanny e Alexander, do sueco Ingmar Bergman, filme de 1982. Tipo, eu tava nascendo e o filme nos cinemas. Enfim, foi ótimo, nem percebi que foram três horas de filme e eu bem quero ver a versão de cinco horas que foi feita só pra televisão e está disponível em DVD. Depois de ver um filme belga bizarro meio largado no mundo, foi interessante ver uma narrativa tão bem construída. Hahaha, me senti falando isso, né. Mas é verdade, juro! Uma coisa legal foi que levaram um especialista na obra do Bergman pra falar um pouco sobre o filme e sobre os temas que norteiam a história. No fim da explanaçãozinha, o moço ainda deu uma pedra da ilha onde Bergman se isolou pra um ser que respondeu um miniquiz. Uhu.

No domingo, o filme da vez será O Homem que Ri, do alemão Paul Leni. Entre tudo que está passando na Mostra que eu quero ver, esse é o mais esperado, de verdade. Sou absurdamente louca pra ler o livro homônimo do Victor Hugo em que ele é baseado. De modo resumido, o filme conta a história de Gwynplaine, um palhaço beeem famoso. Quando menino, ele teve seu pai assassinado pelo rei x da Inglaterra (ok, não lembro qual) e, logo em seguida, é entregue aos Comprachicos, um grupo de ciganos que deforma crianças pra ganhar dinheiro exibindo-as em feiras e circos. Sabe-se lá por que motivo, ele é abandonado por esse povo e acaba encontrando um outro grupo x que fica com ele e tudo o más. A história goes on and on, mas eu não sei de muitos detalhes. Sei apenas que o filme é bem bom, hohoho.

Ah, random fact: li em algum lugar da internet que saiu desse filme a inspiração para o Bob Kane criar o Coringa. Why so serious, afinal de contas?

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Singing songs of love to pass the time

A Mostra começou, mas eu tirei ontem e hoje pra fazer arrumações e outros deveres. Assim, eu fico livre o resto da semana e posso me esbaldar vendo tudo que eu quiser. Só que, assim, claro que eu não fico “trabalhando” o tempo todo. Aí, num momento de ócio e procrastinação, me deu a louca. Seria melhor dizer que uma louca baixou em mim, mesmo. Vejam o resultado aí embaixo e comprovem:

boring afternoon = makeup experiences

Eu ando gostando bem de me maquiar, ultimamente. Também, pudera: com mais tempo livre dá pra caprichar mais, pensar nas combinações e tal. Parei de leve com a mania que tive há um tempo de sair com um traço em uma cor berrante x no olho. Era tipo um delineador colorido, sacam? Me sentia muito 80s, hahaha. E o pior é que eu ia trabalhar assim, juro. Agora, I’m all about combinações interessantes e adultas. (Embora, não contem pra ninguém, tenha ido num churrasco no sábado com uma sombrinha verde no mesmo estilinho. E ficou bem fofo, sério!)

Vou pesquisar uns blogs e sites de maquiagens com dicas pra postar por aqui logo, logo. Por enquanto, quero compartilhar outra coisa: depois de mais de um ano perdido, meu cd do Oasis preferido reapareceu! Começo a ver os prós de ser uma pessoa megaorganizada, sabem? Claro que, embora eu veja, não é provável que faça muito pra mudar a coisa toda. Dizem que gente organizada demais é assim porque teve problemas na fase anal e, sei lá, seria bem estranho. Não posso falar mais sobre as fases todas; não é má vontade, não. É que eu realmente não lembro.

Enfim, eu falava que havia encontrado o Heathen Chemistry, que é um dos meus álbuns prediletos deles. Mas, possivelmente para manter o equilíbrio universal, eu perdi o Don’t Believe the Truth. Eu podia ter perdido o cd do Virna Lisi (uma banda de rock poooodre que, por algum motivo, me atraía no começo da minha adolescência), nem ia reclamar.

Bom, voltando ao que interessa: os caras da banda lançaram um disco novo e já estão em turnê. Hoje, por exemplo, eles tocam em Bournemouth e eu bem queria já estar por lá pra me jogar forte. =) Quem ainda não ouviu nada do Dig Out Your Soul pode ir até o Myspace deles e conferir três faixas: Falling Down, I’m Outta Time e The Shock of the Lightning. Gostei do resultado, mais do que do que de alguns trabalhos que tooodo mundo fala que são bons e eu acho bem chatinhos. Sobre isso, só digo que meu gosto musical é, sim, estranhinho, mas eu nem ligo, ó.

Ah, sim… Site oficial do Oasis: www.oasisinet.com

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FO: cute red hat with bow

Não trabalhar não é exatamente igual a férias. Sim, eu tenho muito mais tempo livre, mas também tenho que fazer centenas de outras coisas, cmo buscar e levar pessoas e ir a lugares para outras pessoas. Portanto, não consigo realmente fazer muita coisa. Fiz um casaquinho de nenê para uma amiga que está grávida, um cachecol com lã grossa que foi megarápido pra fazer, um cowl com essa mesma lã e, para a minha felicidade suprema, uma boina de crochê. Essa é a primeira que eu faço que realmente serve. Quer dizer, meio centímetro a mais não faria mal nenhum, mas ela serve bem como está.

cute red beret with bow

Quem gostou e quer tentar a sorte na agulha, pode clicar na foto. Você vai ser redirecionado para a foto original no meu flickr, onde está o link para a receitinha.

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Bordados nada convencionais

Ia fazer um post bonitinho sobre minhas últimas produções em tricô, mas o computador na casa do meu pai tem problemas de personalidade. MUITOS. Não reconheceu a câmera, não quis abrir o programa da Sony, não quis baixar as fotos, travou tudo e me deixou irritada. Fotos e detalhes, portanto, só quando eu chegar em casa e tiver acessos ao meu computador bonzinho e obediente.

Para não ficar sem uma imagem simpática por aqui, quero mostrar alguns dos moldes pra bordado do Sublime Stitching que eu mais gosto. Pra quem não conhece, o site oferece váááários moldes com temas diversos pras bordadeiras de mão cheia se divertirem à beça com designs nada tradicionais. Aqui, aqueles bordadinhos de avó não tem vez! Quer bordar um unicórnio? Tá na mão! Lutadores de lucha livre? Só pegar agulha e linha! Ou que tal caveiras mexicanas bonitinhas? Resumindo: tem pra todos os gostos. Aí embaixo dá pra ver quadro patterns que eu gosto bastante. Pra ver mais ou comprar qualquer um deles, é só clicar no link no começo desse parágrafo e ir até o site. Você vai se esbaldar com tanta coisa legal pra bordar.

ps: no fim das contas, esse post é quase uma terceira continuação de toda a história mexicana, né?

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Mais México

Pra complementar o post de ontem, todo sobre coisinhas mexicanas que fazem SUUUU-CES-SO por aí, achei esse tutorial pra fazer uma bela pulseira de crochê usando anéis de plástico. O produto final é esse que você vê ao lado, com uma cara 70s incrível que tem tudo pra fazer sucesso junto com aqueles vestidinhos soltos de que eu falei ontem.

O how-to tá no CraftStylish e foi encontrado via One Pretty Thing. Enjoy!

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Viva México!

O México é pop e não é de hoje. O “fenômeno” é visível everywhere: revistas de todos os lugares fazem editoriais inspirados na estética mexicana, livros sobre a culinária e arquitetura do país abundam as livrarias e referências ao Dia dos Mortos podem ser achadas aos montes pela net. Pra resumir, basta dizer que tem muita coisa mexicana ou inspirada que faz sucesso e toooodo mundo adora.

Os antenados em moda, por exemplo, podem resgatar as batas com bordados tipicamente mexicanos que fizeram sucesso nos anos 70. Como a década volta com tudo e invade o estilo atual, vestidinhos soltos e fresquinhos com as tradicionais flores bordadas são uma boa opção para enfrentar nosso verão sem perder o estilo.

Os vestidos acima vieram do editorial de moda da penúltima edição da francesa Marie Claire Idées. Eles se inspiraram no colorido mexicano e em Frida Kahlo para produzir os visuais utilizados, misturando estampas e tons. Meus itens preferidos são… bom, posso escolher todos? Adorei os vestidos, o penteado (já vi em algum lugar que as tranças também vão estar em alta nos próximos meses), os brincos e pulseiras… Para ver maior, é só clicar em cima de cada foto.

Já essas duas peças aí em cima foram garimpados em um brechó do eBay, o Mama Stone Vintage. Elas são originais dos anos 70, liiindas! Pensando bem, não consigo concluir se o vestido todo branco tem bordados na gola ou se são furinhos que deixam entrever o corpo tatuado da modelo. De qualquer modo, o colar dela tem uma pegada mexicaninha, não? A fitinha na testa completa o look e o deixa uma graça.

Se você ainda não está convencida a apostar em itens com inspiração mexicana, dá uma olhada nesse link aqui: http://estilo.uol.com.br/moda/spfw/ultnot/2008/06/21/ult3902u746.jhtm. É um textinho do UOL falando sobre o desfile da Isabela Capeto na última Fashion Week. A estilista se inspirou no México e levou à passarela um bocado de saias com babados e peças bordadas bem legais.

Coma como um mexicano
Depois desse título-referência (Walk like an Egyptian, lembram?), devo dizer que eu não sou LOUCA por tacos, guacamole e afins (ainda prefiro um japa!), mas curto algumas cositas. Quesadillas, chilli com carne e tortillas com recheios variados (mas sem pimentão, pelamor!) são meus pratos preferidos, mas tudo o menos picante possível. Assim, eu sou bem fresca pra comida, então não sirvo de parâmetro. Meu irmão é mais soltinho na vida (nesse sentido, ok) e, ao que parece, traça todo e qualquer prato mexicano que colocarem na frente.

Para aprender receitas delicinha, vale o livro da foto, A Cozinha Mexicana, da editora Larousse, ou esse site: http://www.recipehound.com/Recipes/mexican.html. Gente, tem miiiilhares de pratos pra aprender nesse link. De qualquer jeito, acho bem válido ter um livro (esse ou qualquer outro que você prefira) sobre o assunto, com as fotos bonitinhas e tudo o mais.

Lucharán!
Pra continuar nosso passeio feliz por tudo que é mexicano e faz sucesso, não podia deixar de falar do desenho mais legal EVER, o Mucha Lucha! Ricochete, Pulga e Buena Niña, personagens principais, levam a vida tranqüila de um típico lutador de Lucha Libre. Eles vão pra escola (sim, os três são crianças), passeiam por aí, descobrem seus “poderes” (ok, não é bem isso, mas eu não sei o nome certo) e arranjam confusão com os colegas. Tudo dentro de suas máscaras. É, porque um verdadeiro lutador não pode NUNCA-EM-TEMPO-ALGUM mostrar seu rosto. A-DO-RO!

O desenho passa na Cartoon, acho. Quer dizer, eu vi o fim de um episódio hoje no fim da tarde e posso quase jurar que foi na Cartoon, mas como não tô acostumada a ver TV à tarde e durante a semana, já viu… posso bem ter confundido tudo!

Ah, e se você se empolgou e quer comprar uma máscara superhipermegalegal, é só clicar aqui! Destaque para Santo, também conhecido como El Enmascarado de Plata, o preferido de mi papá quando ele era pequeno.

Dia dos Mortos
Outro ponto beeeem legal dessa “mexicanidade” é o Día de los Muertos, que é o nosso Finados. A idéia básica é a mesma, mas a forma de ver a data é diferente. Enquanto a gente veste uma roupa “de luto”, fica triste e faz o dia cinza, os mexicanos fazem da coisa toda uma FIESTA! Bom, ok, não uma feeeesta, mas uma festa, entendem? Acontece que essa comemoração data de bem antes da chegada dos espanhóis e sua religião por lá. Enfim, pra eles, o que conta é realmente celebrar a vida dos que já se foram. Aí todo mundo constrói altares pra homenagear seus mortos e pra que eles vejam que são queridos. Ah, sim, é que, nesse dia, os mortos meio que voltam e podem contatar seus familiares vivos. A história é maomeno assim, mas o que conta aqui é que as celebrações deles envolvem muitas cores, enfeites mil, handcrafted goods, caveiras simpáticas e tudo o mais.

A foto ao lado foi encontrada no link aí embaixo e mostra um altar em Oaxaca.
http://www.flickr.com/photos/slack-a-gogo/sets/785696/

Visite o México!
Depois disso tudo, é provável que tenha dado uma vontadinha irresistível de ir até o México pra experimentar um pouco da cultura, moda e culinária in loco, néam? Dicas de lugares onde ficar, comer e passear podem ser conseguidas em inúmeros guias de viagem. Esse aí é o México Chic, lançado pela Publifolha. Adoro fotos de guias de viagem e acho que eles podem servir pra dar uma idéia geral do que esperar de um lugar. Sem falar que conhecer tantos lugares, mesmo que só pela leitura, já é uma maravilha!

E só pra explicar meu encanto todo pelo México: minha mãe já devia saber que seria assim ao me chamar de Adriana Augusta. Nome duplo, bem novela mexicana. Adoro!